Domingo, Janeiro 31, 2010

Show no Aeroporto Galeão

Recentemente, os passageiros e demais que circulavam pelo Aeroporto Galeão tiveram uma surpresa. De repente, aeromoças, atendentes e os funcionários da limpeza se juntaram para apresentar um show de dança! Confira o vídeo.


Há quem diga que foi divertido. Realmente foi. Afinal de contas, esperar no aeroporto pode pior que uma rodoviária no fim do mundo. Infelizmente, não pude deixar de rir das pessoas que se divertiam em volta... ora... fica no ar a mensagem implícita:
Sim, seus vôos estão atrasados. Claro, nosso atendimento é uma merda. Relaxa e goza. Olha aqui uma desculpa esfarrapada para distrair todo mundo enquanto a gente não faz nada para melhorar nossos serviços.
Engraçado mesmo, é que o povo entra na onda. Cai igual pato no truque do palhaço enquanto as empresas continuam roubando o nosso dinheiro.

Quarta-feira, Janeiro 13, 2010

Internet 3G - Minha Paciência Também Tem Limites (parte 4)

12/01/2010 - Audiência no JEC finalmente foi marcada!

Depois de muita espera, a petição foi protocolada no JEC de Curitiba e a audiência já foi marcada para o dia 17/03/2010. Ótimas notícias para essa história que não parece ter fim. Quem tiver interesse, pode conferir o andamento do processo no site do TJPR.jus.br. Demorei para entrar com o pedido devido aos feriados. Infelizmente não pude fazer isso antes.

Confira uma cópia da petição que foi protocolada (formato PDF ~5,48MB). Novamente, não se assuste em ver quadrados petros no documento. Informações pessoais foram retiradas por questões de seguranca.

Essa novela vem se arrastando desde novembro do ano passado. Mais detalhes no post original Internet 3G - Minha Paciência Também Tem Limites.

Quarta-feira, Dezembro 23, 2009

Paradox: Velhas idéias, novas histórias alucinantes!

Para quem visita o perfil no IMDB, não encontra sequer uma imagem ilustrativa. Paradox é uma daquelas séries que passam despercebidas, sem muita atenção -- não é nem de autoria americana, aliás, produzido no Reino Unido e estreiado em meados de novembro de 2009. Poucos são aqueles que já ouviram falar dela aqui no Brasil.

image

A série se baseia na mesma teoria em que se apoiam Lost e FlashForward. Quando comecei a assistir, achei que fosse se transformar num grande repeteco. Afinal de contas, podemos ou não mudar nosso futuro? Estamos no controle? Ou estamos apenas assistindo de platéia o nosso destino? Parecia impossível contar uma história diferente batendo na mesma tecla.

Lá vamos nós, oura vez…

Nos laboratórios do Departamento de Defesa do Reino Unido, o cientista Simon Manning trabalha analisando dados enviados pelo satélite que ele mesmo inventou, Prometheus. Tudo vai bem, até que numa noite misteriosa, o satélite começa enviar fotos de origem desconhecida para a estação de Simon. Todas as fotos possuem a mesma marca de data e hora de criação e as imagens parecem indicar que uma catástofre está prestes a acontecer. Entre corpos e destroços, um celular marca a data e hora da tragédia, que aparentemente deve ocorrer em menos de 10 horas -- visão do futuro? A detetive Rebecca Flint, junto com sua equipe, é chamada para investigar o assunto. Assim, começam a montar o quebra-cabeça. Enquanto a equipe de Rebecca se mata para descobrir o que vai explodir, quem vai morrer e onde, Simon torna-se intrigado com a origem as fotos.

A princípio, a série não impressiona. Como espectador, talvez demore um pouco para entender o contexto e o rumo da história. Entre conversas rápidas sobre universos parelelos e buracos de minhoca, a tensão aumenta de forma sutil. Com histórias paralelas e personagens que, a princípio, são independentes, é fácil ficar perdido no início. Mas a ansiedade começa a tomar conta e você nem percebe. Quando menos espera, está de olhos arregalados tentando entender como é que tudo se encaixa! Será uma bomba? Será um atentado terrorista? Ou apenas um acidente trágico? Aahhhrrg!!!

image

Desde já deixo meu aviso de cuidado. As críticas iniciais da série não foram nada boas. Parece que pouca gente gostou por lá, na terra de onde veio. Há quem reclame que não haveria motivo de suspense se não fosse o grande relógio vermelho em contagem regressiva que vive aparecendo entre as tomadas. Rebatendo essas críticas, resolvi dar boa nota para a nova série. Meu único receio é que seja cancelada por falta de audiência.

Praticamente não há efeitos especiais e o alicerce de todo episódio é a complexidade das pequenas histórias, cada uma com seus pequenos detalhes, que ao final encaixam-se perfeitamente culminando na tragédia prevista pelas fotos misteriosas vindas do satélite mágico. Se você gosta de montar quebra-cabeças e juntar os pedaços para resolver um mistério, vai ter boas horas de diversão acompanhando as investigações da Operação Talismã – nome dado pelo serviço secreto ao trabalho que envolve a investigação das fotos que parecem vir do futuro.

Vale a pena e recomendo! O sotaque e o volante no outro lado do carro quebram aquele clima americano que estamos acostumados. O enredo é bem pensado e especialmente voltado para quem gosta de acompanhar um mistério sem-pé-nem-cabeça. Não se deixe levar pelo pessimismo de que tudo parece ficção científica… Na verdade é isso mesmo. Se quiser ver algo verdadeiro e concreto, volte a assistir Lost ou FlashForward… isso sim é baseado em fatos reais (???).

Sexta-feira, Dezembro 18, 2009

Tem N3rd pra tudo na vida!

Um usuário anônimo das Internets resolveu armar uma pegadinha com seu amigo depois de ter sido padrinho no casamento dele. Enquanto o casal viajava em lua de mel, ele entrou na casa dos recém-casados e armou um dispositivo escondido na cama do casal. Um sensor de pressão consegue detectar quando eles estão transando e, no final da maratona, envia mensagens ao Twitter com informações sobre a performance do casal! A mensagem é curta e contém dados informando que horas começou, quando terminou e qual foi a nota de 1 à 10 conforme a intensidade das batidas.

O espertinho criou todas as contas de forma anônima, mas é claro que daqui a pouco já devem descobrir e tiram do ar. Enquanto isso, os curiosos acompanham as transadas do casal nessa conta do Twitter: http://twitter.com/newlywedsontjob

Fonte original, Slashdot: http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2009/12/13/AR2009121300007.html?waporef=ak

Sexta-feira, Dezembro 11, 2009

Um Pálido Ponto Azul (Carl Sagan)

A imagem do Pálido Ponto Azul (A Pale Blue Dot) é uma foto que foi tirada pela Voyager 1 em 1990. Inspirado pela imagem, o famoso cientista Carl Sagan escreveu até um livro de mesmo título.

Sempre que revejo essa foto, não me canso de ler novamente o discurso dado por Sagan em 1996. A foto e o discurso já são antigos, mas não envelhecem nunca.


Olhem de novo para esse ponto. Esse ponto é aqui, nosso lar. Nesse ponto todos as pessoas que você conhece, todos aqueles dos quais você já ouviu falar, todo ser humano que já existiu, viveu a vida deles. O conjunto de todas as nossas alegrias e sofrimentos, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas, todos os caçadores e suas presas, todos os heróis e covardes, todos os criadores e destruidores de civilizações, todos os reis e plebeus, todos os casais apaixonados, todas as mães e pais, todas as crianças esperançosas, todos os inventores e exploradores, todos os ensinadores morais, todos os políticos corruptos, todas as celebridades, todos os líderes supremos, todos os santos e pecadores na história de nossa espécie, viveram aqui -- nessa partícula de poeira suspensa num raio de luz.

A Terra é apenas um minúsculo cenário na vasta arena cósmica. Pense nos rios de sangue derramados pelos imperadores e generais para que, num momento de glória e triunfo, pudessem se tornar mestres de apenas um pedaço desse ponto. Imagine as incontáveis crueldades impostas aos habitantes que foram visitados pelos que viviam do outro lado desse pixel; quão frequente eram seus desentendimentos, quão ávidos por matar uns aos outros, quão grande eram seus ódios.

Nossa postura, nossa imaginária auto-importância, a ilusão de que vivemos em um lugar privilegiado do Universo, tudo isso é colocado em cheque por esse pálido ponto de luz. Nosso planeta é apenas uma partícula cercada cosmicamente por um vasto e escuro Universo. Diante de nossa obscuridão, em toda essa vastidão, não há o menor indício de alguém venha nos ajudar e nos salvar de nós mesmos.

Até agora, a Terra é o único planeta capaz de suportar a vida. Não há nenhum outro, pelo menos num futuro próximo, para o qual nossa espécie possa migrar. Visitar, talvez. Assentar, ainda não. Goste ou não, por enquanto a Terra é o que temos.

Dizem que a Astronomia é uma experiência humilde e fortalecedora. Talvez não haja melhor exemplo das tolices dos conceitos humanos que essa minúscula imagem do nosso mundo. Para mim, ela ressalta nossa responsabilidade de tratarmos melhor uns aos outros, de preservar e cuidar desse pálido ponto azul, o único lar que conhecemos.

-- Carl Sagan > Traduzido e adaptado do texto original.