Quinta-feira, Setembro 24, 2009

O Fiasco da Internet 3G no Brasil

Depois que o 3G foi lançado aqui no Brasil, todos agora possuem a "oportunidade" de contratar a Internet 3G -- a famosa Banda Larga Móvel. Internet em qualquer lugar! Viaja junto com você! Finalmente, a tecnologia chegou!

Hoje, essa mesma quantidade de pessoas não pára de reclamar.

Convenhamos... Internet 3G no Brasil tornou-se um grande fiasco. Os preços foram reduzidos e tornaram-se acessíveis. Resultado: muita gente resolveu experimentar essa novidade... mal sabendo que entravam num barco furado! Afinal de contas, as propagandas de todas elas (Claro, Tim, Vivo, Oi, etc.) anunciavam com letras bem grandes:

INTERNET 3G ILMITADA!
VELOCIDADES DE ATÉ 7Mbps!


Quem não lembra dessas imagens cativantes?




Fui pessoalmente cliente da antiga Brasil Telecom, contratando o 3GMais na velocidade de 250kbps. Era o mais barato. Além de barato, nunca funcionou direito. Até hoje não funciona direito!

Não importa qual a sua operadora. Poucos são os clientes que estão satisfeitos com um serviço que chegou às pressas nesse país e foi implantado de forma rabugenta. Basta procurar pelas comunidades Orkut (Vivo, Tim, Claro, Oi antiga BrT) para mergulhar numa infinidade de reclamações. Dentre elas, a propaganda enganosa que foi feita em cima desse serviço.

ILIMITADO É O C******!
MEU LIMITE É 1GB MESMO!

"Mas espere um pouco", você deve ter pensado... "Não era ilimitado"? Essa foi a pegadinha. A quantidade de downloads é ilimitada, mas depois de ultrapassar 1GB de download sua velocidade é reduzida (normalmente para 200kbps ou menos). Basta ler o contrato de serviço. Dentre TODAS as operadoras, TODOS os contratos possuem essa limitação -- que no mínimo é uma cláusula abusiva, limitar a velocidade de um plano ilimitado. Nem o plano DaVinci da Tim, que custa R$900,00/mês ao pobre milhionário para ter TUDO ILMITADO (mas ainda limitado) escapa dessa insanidade mental!

Para a surpresa de todos (ou não), as operadores se defendem dizendo que o 3G impacta toda a rede deles e realmente não estavam tão bem preparadas para oferecer o serviço -- mesmo investindo bilhões. A explosão das propagandas enganosas só ajudou para piorar a qualidade de um serviço que já começou com o pé esquerdo na infra-estrutura. Com muita gente usando um serviço que foi implantado para poucos, o resultado é esse que todos conhecemos.

Em boatos que aparecem pela Internet, falhas na rede da Claro 3G permitiram que alguns aparelhos pré-pagos pudessem acessar a Internet sem pagar nada. Parece que o problema culminou recentemente com um telegrama bem educado que vem sendo enviado aos assinantes do serviço.

A mudança nos preços é absurda, tornando óbvia a intenção da operadora em se livrar dos clientes para renovar o serviço e voltar com uma cara nova mais tarde.

Brasil afora, milhares de pessoas caíram nessa enganação e infelizmente a ANATEL parece fazer pouco caso desse circo. Até a minha paciência é mais honesta que essas empresas. Afinal de contas, ela tem lá seus limites.

3 comentários:

  1. concordo plenamente isso ta virando/virou um CIRCO!!!
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  2. O que acontece no Brasil é que há uma grande demanda por acesso, e as empresas se recusam a investir em infra-estrutura. Preferem vencer o consumidor pelo cansaço. Mesmo as classes mais baixas estão dispostas a pagar um valor considerável pelo acesso, e no fim das contas, se você for comparar com outros países, a Internet no Brasil é bem mais cara, ou seja, os pobres daqui pagam mais. O que falta de fato é uma ação enérgica da Anatel para coibir esses abusos que vem sido cometidos. Mas é impressionante a inércia desse país, tudo aqui sempre vai atrasado em relação aos outros países.
    O governo devia era enxergar essa como uma área estratégica, isso sim. Veja o caso da Finlândia, onde o acesso de 1Mb se tornou um direito fudamental do cidadão. Enquanto isso aqui nessa terrinha dos tópicos estamos reféns de contratos que garantem apenas 10% daquilo que estamos efetivamente pagando... hilário, se não fosse trágico.
    Está mais no que na hora de uma intervenção do governo nesse setor, visto que a livre concorrência não foi capaz de trazer benefícios reais para o consumidor.
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