Esse post é dedicado à jornalista Leticia Simoni Junqueira que, como qualquer outra pessoa normal, não tem a menor obrigação em saber de coisas que pessoas da minha área inventam e colocam no mundo sem explicar direito pra que serve.
PS: Parece que “prestatividade” existe sim.
Tem gente que só falta cantar essa música. O RSS foi inventado por volta de 1999, mas só ficou famoso depois da virada do milênio, quando todos os grandes portais de notícia perceberam o potencial dessa ferramenta. Hoje, a Internet está cheia deles. Qualquer blog hoje é capaz de gerar RSS. Nenhum dos principais canais de notícias dispensa.
Mas afinal de contas, que diabos é isso?
Uma consulta rápida na Wikiepedia revela:
RSS é um subconjunto de "dialetos" XML que servem para agregar conteúdo ou "Web syndication", podendo…
Chis-eme-éli? Diabeto? Web simulation??? PQP! Quem é que entende isso? Vamos começar pelo lado simples da história.
Se você tem um blog, você tem RSS. Tudo que você escreve no blog fica arquivado, lá no fundo do baú da Internet. Seja Blogger ou Wordpress, cada post – ou artigo – está bem guardado e pode ser acessado e lido novamente a qualquer momento (desde que o blog continue disponível para acesso).
RSS é apenas um mecanismo pelo qual os fans do seu blog podem se manter atualizados e serem notificados quando você publica novos conteúdos. Com ele, eu não preciso visitar o seu blog todo dia para ver se há algo de novo. Quando algo novo aparece, eu sou notificado.
Você já pode ter visto esse símbolo
em vários lugares. Ou então esse aqui
. Eles ficam escondidos nos cantos das páginas. Esses símbolos indicam a presença da fonte RSS – ou feed RSS. Se você usa Firefox para navegar pode já ter visto esse símbolo na barra de endereços. Veja abaixo um exemplo.
Experimente clicar alí em cima desse ícone – pode ser aqui no meu blog mesmo! Se aparecer um menu de opções, escolha um tipo da lista, não importa muito qual deles você escolhe.
Você vai notar que o endereço mudou e o visual do blog ficou mais simples.
Seja qual for o visual do seu blog, o Firefox vai mostrar sempre desse jeito. O Internet Exploder mostra de outro.
O Google Chrome não entende o RSS (ainda) e se você pegar esse endereço e tentar abrir vai ver essa coisa horrível abaixo.
Essa coisa horrível, na verdade, é o bendito RSS. Isso é o que chamam de fonte RSS ou feed. Ele não foi feito para seres humanos lerem, foi feito para outros programas lerem. Essa macarronada de letras tem informações sobre o conteúdo do blog. Isso inclui os últimos artigos que foram publicados, a data de publicação de cada um, os autores do conteúdo, tags e marcadores, link e diversas outras coisas. Um programa preparado para receber essa macarronada pode verificar se existem publicações novas e notificá-lo quando houverem mudanças – tudo de forma automágica. Um exemplo desse tipo de programa é o Google Reader.
Acesse http://reader.google.com. Se tiver conta no Google, basta fazer o login e criar o seu perfil no Google Reader. Nele você pode adicionar fontes RSS de vários lugares e ficar por dentro de tudo que é publicado em todos eles alí dentro.
Experimente. Basta clicar em “Adicionar Inscrição” e inserir o endereço da fonte RSS desejada. O Google Reader mantém suas fontes favoritas ao lado esquerdo e sempre que houverem novas publicações novas na fonte do RSS, você fica sabendo dentro do Google Reader. Na maioria dos casos, você pode ler o conteúdo publicado alí mesmo, marcar quais foram lidos, quais você gostou. Nem precisa visitar a fonte do conteúdo. É uma maneira de ser notificado de todas as novidades de forma centralizada. Também é possível compartilhar o que você leu com seus amigos na rede social do Google ou enviar algum artigo por email para qualquer pessoa. Atualmente, a integração com o Google Buzz é automática.
Hoje em dia, você pode encontrar fontes RSS de todos os lugares. Todos os portais de notícia oferecem. Yahoo!. Gazeta do Povo. Todas as contas de Twitter possuem sua própria fonte RSS. Trata-se de um padrão aceito mundialmente para esse tipo de comunicação agregada.
Mas claro, o Google Reader é apenas um dos incontáveis leitores RSS que você pode encontrar por aí – também conhecidos como Agregadores de RSS. Você pode encontrar uma lista enorme de alternativas no Wikipedia, dentre eles:
- Microsoft Outlook
- Microsoft Internet Explorer
- Mozilla Firefox
- Mozilla Thunderbird
- Amarok
- Apple iTunes
- Miro
- Songbird
- … etc.
Dessa lista, já se percebe que todos os programas mais conhecidos já sabem ler RSS. Quem decide qual deles usar é você. Depende do que você achar melhor.
O pecado escondido debaixo do tapete é que muitos portais de notícia nem chegam a explicar do que se trata esse tal de RSS. É tudo muito obscuro e escondido nos rodapés das páginas. Quem tenta explicar acaba complicando mais ainda de tão superficial e abrangente, baseado na lógica de que o povão brasileiro não consegue entender esse jargão tecnológico. No Brasil, acabou virando coisa de nerd, pois só nerd que estuda entende as maravilhas da tecnologia. Ninguém dá mérito ao jornalista que se mete no meio da conversa tentando entender isso tudo.
E assim, a maioria não usa. Nunca viu. Nunca leu. E outros nem ouviram falar.
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